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Zezé Di Camargo E Luciano 2003
Nesses versos tăo singelos
Minha bela meu amor
Pra vocę quero contar
O Meu sofrer e a minha dor
Sou igual a um sabiá
Que quando canta é só tristeza
Desde o galho onde ele esta

Nessa viola canto e gemo de verdade
Cada toada representa uma saudade
Eu nasci naquela serra
Num ranchinho beira chăo
Todo cheio de buracos
Onde a lua faz clarăo
Quando chega a madrugada
Lá no mato a passarada principia um barulhăo
Nessa viola canto e choro de verdade
Cada toada representa uma saudade

Lá no mato tudo é triste desde o jeito de falar
Pois o jeca quando canta dá vontade de chorar
E o choro que vai caindo devagar vai se sumindo
Como as águas văo pro mar