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Quando Escrevo

Quando escreves.. o que é k sentes?

O que é que sentes quando escreves?

 

Quando eu escrevo o complicado.. Torna-se simples

O dificil parece fácil, os versos ganham requintes ... pessoais

São transmitidos aos ouvintes, que me dão forças ou não para passar ao verso seguinte

então entro em sintonia, encontro o meu conforto

como se a caneta e o papel fizessem parte do meu corpo

sistema nervoso e sanguíneo em comum

ás vezes chego a pensar que somos apenas um

rimo na lingua de um povo, de um povo que é poeta

eu rimo em Portugues porque é uma lingua completa

Então uso o meu conhecimento e todo o meu vocabulário

com as 26 letras do nosso abecedário

na cabeça um dicionário, dicções sobre bases

letras fazem palavras e palavras fazem frases

esta dão os versos

dois versos é uma rima, duas rimas é uma quadra é o poder das palavras

imagina a mulher que amavas e hoje amas ainda mais

O que eram problemas hoje são questões banais

respeito esta cultura como só respeito os meus pais

Cantando, rimando e produzindo instrumentais

Quando eu escrevo, Torna-se pequeno o Universo

Olho pra dentro comigo próprio converso

Uns divulgam o banal, eu faço o inverso

Viver é o objectivo, rimar é o processo

Muito mais que entretenimento é a sua versão lúdica

Paz é o que eu quero transmitir pra quem ouve a minha musica

e a paz começa em ti, em respeitares o teu parceiro

Se queres mudar o mundo então muda-te a ti primeiro

 

Refrão:

Porque eu pego numa caneta e numa folha de papel e ando atrás da verdade

Como a abelha atrás do mel, digo o que quero

Liberto os meus nervos.. é isso que eu sinto

É isso que eu sinto quando escrevo...

 

Com beat ou sem beat, com ou sem apoio

Na casa, no trabalho, na escola ou no comboio

rimas são muitas mas cada uma é dita e escrita como se fosse a ultima

Primeiro eu próprio e toda a minha vivência

o que eu passei o que eu passo e toda a minha experiência

Public Enemy e Gangstar foram as minhas influências

mas agora apenas conto mas a minha consciência

Desenvolvidas e escritas de tardes de insónias

Xeg No microfone .. Sou mestre de cerimónia

Não preciso de banda nem orquestra sinfónica

Tou infectado por esta merda como se fosse doença crónica

e progressiva .. tou cada vez pior ou cada vez melhor conforme a prespectiva

Voz activa a teoria une-se á práctica 

rimas saiem-me metidas e gasto tinta da minha esferográfica

Escrita nos cadernos ou no bloco de matemática

cantando, rimando de uma maneira sistemática

Quando eu escrevo a atmosfera torna-se apática

Desmetido a verdade e consciência dramática

porque a força não está em quem perde ou vence a briga 

mas em seres tu próprio e não o que a sociedade te obriga

Cago pó que pensam em mim, cago e prossigo 

e fico bem com o mundo mesmo que o mundo não esteja bem comigo

Agora com ou sem metáforas, simples ou complicado

certo, cruzado ou então emparelhado

Mantem-te ligado porque eu mantenho-me fiel

Torno doce o que era amargo, torno dócil o cruel 

 

Refrão:

Porque eu pego numa caneta e numa folha de papel e ando atrás da verdade

Como a abelha atrás do mel, digo o que quero

Liberto os meus nervos.. é isso que eu sinto

É isso que eu sinto quando escrevo...
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