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Matei

(Vicente Celestino)

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  • Senhor delegado,
    Eu sou um assassino,
    Entrego-me à prisão,
    Cumprindo o meu destino.
    
    Estou arrependido,
    De praticar o crime,
    Deixa que lhe descrevo,
    Senhor, como perdi-me.
    
    Um dia apareceu,
    Deitada à minha porta,
    Uma mulher doente,
    Faminta, quase morta.
    
    Tratei-a com carinho,
    Tornou-se tão bonita,
    Foi minha companheira,
    E hoje é minha desdita.
    
    A ingrata me fugiu,
    Não soube mais vencer,
    Tornei-me até ladrão,
    E dei para beber.
    
    E quantas, quantas noites,
    Ao me apertar o sono,
    Dormia nas sarjetas,
    Tal qual um cão sem dono.
    
    E ela vinha em sonho,
    Buscar-me com carícia,
    Quando era despertado,
    Nas garras da polícia.
    
    Farto de sofrer,
    Fui procurar o amigo,
    Como último recurso,
    Fui lhe pedir abrigo.
    
    Negou-me, disse ainda,
    Jamais o conheci,
    Virou-me, deu-me as costas,
    Quando uma voz ouvi.
    
    Reconheci ser dela,
    Na casa à força entrei,
    Matei o falso amigo,
    E a mulher que amei.
    
    Estou arrependido,
    Não terei mais conforto,
    E desde aquele instante,
    Eu sinto que estou morto.

    Faixas do álbum


    1. O Ébrio
    2. Rasguei Teu Retrato
    3. Castelos De Areia Enviar letra
    4. Noite Cheia De Estrelas
    5. Lágrimas E Risos Enviar letra
    6. Ave Maria Enviar letra
    7. Coração Materno
    8. Patativa
    9. Porta Aberta
    10. Ouvindo-Te
    11. Gondoleiro Do Amor
    12. Matei
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