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Entre Lágrimas

(Cândido Das Neves)

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  • Quando no calvário conduzia a cruz
    Jesus em Madalena os olhos Seus pousou
    Cansado de Carpir Jesus tentou sorrir
    mas uma lágrima na face Lhe rolou
    Vendo a redenção naquele pranto
    Madalena enxugou-Lhe o rosto santo
    Quadro de exemplo e de esplendor
    Jesus! A cruz! E o amor!
    
    Eu sou mais infeliz
    Mais doloroso é  meu carpir
    Meu calvário é mais alto
    Eu estou exausto de subir
    O pranto rola a flux
    por sobre o meu tristor
    Pesada é minha cruz!
    A cruz do meu amor
    Sim, eu prosseguirei
    E sem esperança de encontrar
    aguém que os prantos meus
    venha enxugar.
    
    Aos céus chorando minha alma voa
    Triste, serena
    Tem pena, perdoa
    Dá-me um olhar de esperança
    Alento para o coração
    que de te amar não cansa
    Ah! Perdoa tudo enfim
    Até o mal de amar-te tanto assim
    
    Versos que ao relento muita vêz compus
    Poemas dolorosos que ao luar sonhei
    Eu tudo lhe ofertei e a seus pés depus
    entre lágrimas ardentes que chorei
    Vejo entre a minha ansiedade
    ressurgir minha tristíssima saudade
    qual nova Fênix no atroz calor
    das próprias cinzas do amor.
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