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Funeral
[Vizinhança no. 3 (Sem Eletricidade)]

Eu acordei sem eletricidade,
nada na frente com o que fazer estardalhaço.
O gelo cobriu as mãos dos meus pais,
Não tenho sonhos, não tenho planos.

Eu saí noite adentro,
Eu saí em busca de alguma luz.
As crianças estão se balançando na rede elétrica,
não tem ninguém em casa, então ninguém se importa.

Eu acordei na mais negra das noites,
os vizinhos estavam todos gritando que eles acharam a luz.
"Nós achamos a luz!"
Sombras pulando por toda minha parede,
algumas delas grandes, algumas delas pequenas.

Eu saí noite adentro,
Eu saí para me meter numa briga com qualquer um.
Acenda uma vela para as crianças,
Jesus Cristo, não a deixe escondida!

O gelo cobriu as mãos dos meus pais.
Não tenho sonhos, não tenho planos.
Crescendo em uma estranha tempestade.
Ninguém está com frio, ninguém está quente.

Eu saí noite adentro,
eu saí em busca de alguma luz.
Crianças estão morrendo na neve,
vá, repare nelas, vá, repare nelas!

E a eletricidade está desligada no coração do homem,
tire de seu coração, coloque na sua mão.

Qual é o plano?

Será um sonho? Será uma mentira?
Acho que vou deixar você decidir.
Apenas acenda uma vela para as crianças,
Jesus Cristo, não a deixe escondida!

Porque nada fica escondido de nós, as crianças,
vocês não estão enganando ninguém com as luzes apagadas!

E a eletricidade está desligada no coração do homem,
tire de seu coração, coloque na sua mão.
E há algo errado no coração do homem,
tire de seu coração, coloque na sua mão.

Para onde você foi?