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Minha rima não está boa ainda
Meu cérebro e fala simplemente se encontraram.
E não são amigos assim tão distantes
Minhas palavras não viajam pra muito longe
Elas se embaraçam no meu cabelo
E tendem a não ir a lugar nenhum
Elas crescem exatamente na parte de trás de dentro.
Entre meu cérebro e olhos
Dentro do suco do meu estômago
Onde não servem pra muito usar.
Nenhuma caloria saudável
Valores nutricionais
E eu absorvo de volta pra dentro de mim
As palavras diretamente através da minha pele
Sentam-se lá, ulcerando dentro do meu intestino
As consoantes e vogais
As conseqüências dos sons

Tem uma música na minha cabeça
O tempo todo
Crianças gritando com muito ritmo e elas nem sequer rimam
Elas simplesmente continuam lá na esquina da rua
Pele dobrada pra dentro e o lado da carne pra fora*
E gritando - eu gostaria de desligá-las, mas não há nenhum botão
Nascidos dentro de cercas estacadas
Não dentro de limites escolhidos
Toda essa merda hippie pros de dezesseis
Somente cliché em nossa época, mas
Como se um desses dias seu coração vai simplesmente parar de fazer tic-tac
E classificarem você de apenas 'não encontrado' até que seu cubículo esteja enconberto?
As consoantes e vogais
As conseqüências dos sons

Você sabia que a escavadeira continua começando a furar a máquina
Mesmo que seja totalmente o sonho acordado de outra pessoa?
É outra cidade, é outro mundo.
Onde as crianças estão adormecidas, e os empréstimos estão pagos, e os gramados estão úmidos.
Oq vc pensou?
Todas as escavadeiras barulhentas se foram só porque uma música foi feita?
Existe sempre outro alguém
Esperando bem ali na curva
Até que esse acabe
Então começa claramente a ser guinchado e começa tudo de novo.

A repórter do tempo contininua lançando e mudando
Predizendo a alertando, alertando e alertando sobre
Possível escapamento de novas publicações e
Possível escapamento de novas estações de tv, que
Em muitas manhãs exatamente depois do café dela
Ela deu notícias sobre alguns sangramentos e ouviu tosses profundas
A 'national geographic' está sendo muito gráfica
Quando tudo oq ela queria saber era sobre o tráfego

O nariz do mundo sangrou, e ele disse, e nós estamos inundando
Mas nós continuamos cortando as árvores da floresta
E nós continuamos pagando aquelas extravagâncias na televisão
Reinvindicam que eles vão nos salvar, mas querem nos escravizar e
Suando como demônios eles gritam pelos nossos altofalantes
Mas nós deixamos o som ligado porque o silêncio é mais difícil e
Ninguém é o assassino e ninguém é o mártir
O mundo que nos fez não pode nos conter por muito tempo
E os profetas estão em silêncio e sumindo porque
As consoantes e as vogais,
As conseqüências dos sons.

*como se as crinaças tivessem se machucado.

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