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Instrumento:
Tom: A

A               E
   Quando eu morri em dezembro
                              A
De mil novecentos e setenta e dois
    E
Esperava ressuscitar e juntar os pedaços

Da minha cabeça
            A       D
Um tempo depois um psiquiatra disse

Que eu forçasse a barra
                             A
E me esforçasse pra voltar à vida
       B7                   D
E eu parei de tomar ácido licérgico
          A         B7           D       A
E fiquei quieto lambendo minha própria ferida
       E
Sem saber se era crime ou castigo

E se havia outro cordão no meu umbigo
                   A
Pra de novo arrebentar
         E
Pois eu fui puxado à ferro

Arrancado do útero materno
                       A
E apanhei pra poder chorar
             D
Quando eu morri suando frio

Vi Jimmy Hendrix tocando nuvens distorcidas
             A
Eu nem consegui falar
B7               D
E depois por um momento
              A       B7
O céu virou fragmento do inferno
    D              A
Em que eu tive que entrar
   E
Eu sentia tanto medo, só queria dormir cedo

Pra noite passar depressa
                 A
E não poder me agarrar
 E
Noites de garras de aço

Me cortavam em mil pedaços
                                  A
E no outro dia eu tinha que me remendar
  D
E se a vida pede a morte
                                   A
Talvez seja muita sorte eu ainda estar aqui
    B7         D
E a cada beijo do desejo
                     A        B7
Eu me entorpeço e me esqueço
               D         A
De tudo que eu ainda não entendi

Raul Seixas batizou um disco seu ispirando-se num grito de Tarzan: "Krig-ha Bandolo", que o herói usava para dizer que seus inimigos estavam a caminho.

Gita é insipirada num texto da "bíblia hindu", (de Krishna, chamada Mahabarata) e o nome dele é Bhagavad-Gita.