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Garota de Ipanema
  • Original
O que serį que me dį
Que me bole por dentro, serį que me dį
Que brota ą flor da pele, serį que me dį
E que me sobe ąs faces e me faz corar
E que me salta os olhos a me atraiēoar
E que me aperta o peito e me faz confessar
O que nćo tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que nćo tem medida nem nunca terį
O que nćo tem remédio nem nunca terį
O que nćo tem receita...

O que serį que serį,
Que dį dentro da gente e que nćo devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que nćo sacia
Que é feito estar doente de uma folia
Que nem dez mandamentos vćo conciliar
Nem todos os ungüentos vćo aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, serį que serį
O que nćo tem descanso nem nunca terį
O que nćo tem cansaēo nem nunca terį,
O que nćo tem limite...

O que serį que me dį,
Que me queima por dentro, serį que me dį
Que me perturba o sono, serį que me dį
Que todos os tremores me vem agitar
Que todos os ardores me vem atiēar
Que todos os suores me vem encharcar
Que todos os meus nervos estćo a rogar
Que todos os meus órgćos estćo a clamar
E uma afliēćo medonha me faz implorar
O que nćo tem vergonha nem nunca terį
O que nćo tem governo nem nunca terį,
O que nćo tem juķzo...