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Falcão: O Bagulho é Doido
  • Original
Qual é o valor de uma vida / Encontrada por uma bala perdida / Não importa se for beco ou avenida / Um povo que morre / Gente esnobe não socorre / Olha pra nós com cara de desconfiança / Plantando ignorância / Com arrogância / Se a cor da pele influi, pensamento não evolui / Pelo poder que possui, marginaliza e exclui / Cara, preta, pele parda / Que se arrepia quando vê um homem de farda / Que vê na calça larga só mais um pretexto / Pra zombar de minha raça é meu cabelo crespo / Reprodutor da imbecilidade / Normalidade / Tratando nossa causa com descaso / O poço da sabedoria para alguns é raso / Não valem o que deixam no vaso / No meu olhar isso é atraso / Gente branca boca suja / Que se apavora com choro da coruja / Acreditando ser superior / Julga pela cor / Nunca sentiu / Sua febre ser testada / Seu sonho reduzido a nada / Foda mal dada / Um coração partido / Faz do herói um bandido / Vitória aos irmãos que já nascem fudido / Vivendo em guerrilha / Pela superação eu boto pilha / Perde, briga, briga ganha / Que deixa um estrago irreparável em quem apanha / Gente estranha, todos querem a mesma coisa / Somente alguns acham que tem direito / Escravisados pela vaidade e egoísmo / Empurrando qualquer um para o abismo / Gananciosos sorridentes no resto cinismo / Voando paralelo / O desprezado se juntou ao elo / Claro, feio, preto, belo / Batalha sangrenta, vivendo com gosto / A lágrima que corre no rosto / Um guerrilheiro não larga o Posto / Defendendo o oposto / Quem tem a lança expulsa o encosto / Batalha sangrenta, vivendo com gosto / A lágrima que corre no rosto / Um guerrilheiro não larga o Posto / Defende o oposto a lança expulsa o encosto



(guiptn)