www.vagalume.com.br
Gaia

Há vezes que não sei, se espremo o Sol
Para sentir calor
E duvido que ele ao nascer, chegará a crer
Que hoje viria a morrer

Tento compreender
O porque desta decisão
Se eu jamais odiei
Tento agarrar-me ao valor
Mas eu não sei fingir
Só quero viver

Aonde se vende alguma compaixão?
Para saciar minha solidão
Aonde traficam sonhos de amor?
Pois quero essa angústia adormeça

Me lembro do dia em que minha liberdade
Não tinha preço nem fim
Em compensação hoje dava até a eternidade
Para amanhã ver o sol sair

Me vingarei e todo mal que me fazes
Eu te devolverei
O homem nunca foi dono de Gaia
É justamente o contrário

Ouço passos, minha voz se quebra
Sei que vêm atrás de mim
E um padre em nome de deus
Pergunta: Quer confessar?

Confesso que amei e acreditei em um Deus
Dos pobres, justo e moral
Confesso que na cadeira onde hei de morrer
Minha alma renascerá

Me vingarei e todo mal que me fazes
Eu te devolverei-no
O homem nunca foi dono de Gaia
É justamente o contrário

Toda minha vida desfila diante de mim
Tantos sonhos a cumprir
Não tenha medo, não chore por mim
Sempre estarei junto a ti

Ouço as orações, tento gritar
Me cobrem para não olhar
Nos olhos de uma cruel humanidade
A morte se excita, é o fim.

Me vingarei e todo mal que me fazes
Eu te devolverei-no
O homem nunca foi dono de Gaia
É justamente o contrário

creditos: comunidade Mago de Oz Brasil (orkut)

Veja também as letras de:

Ivete Sangalo »Quando A Chuva Passar