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Perde as chaves debaixo da casa, perde o botão da tua
blusa
Perde o anel de plástico da feira-
Perde a cor nos lábios, perde o sacodir das tua ancas
Mas se me deixas de segurar, eu precisarei de ser
salva.

Perde as combinações de notas que aprendemos, perde o
o gosto por pão que ganhaste
Perde o estoque que sempre guardaste mas nunca
desejou
Perde o teu ritmo, as tuas deixas, perde o teu sentido
de passar o tempo,
Mas se me perdes na tua mente, eu terei de ser salva.

E se encontrares a tua consciência flagelada por
alguma raiva íntegra ou fora do lugar
Então perde-te a ti até te lembrares de esquecer

Perde a tua paixão e a tua esperança, perde os nós na
tua corda,
Perde a tua armadura nas lutas que enrentas-
Perde as crianças que planeias, perde a batalha, perde
a guerra
Mas se me perdes no teu centro eu terei de ser salva.

Perde a tua reverência pelos vencedores, perde a tua
paciência com o perdão
Tu não tens que ser um mestre ou um escravo-
Perde os teus sentidos, perde a tua cabeça, perde a
tua fé na raça humana
Mas se perdes ao longo da linha, precisarei de ser
salva.

E se encontrares a tua consciência flagelada por
alguma raiva íntegra ou fora do lugar
Então perde-te a ti até te lembrares de esquecer.

Para começar, perde a perfeição; perde o sonho que
mantiveste de parte,
Perde a oportunidade de encontrar outro que se
comporte
E depois se tu ainda não perdeste, perde o teu último
arrependimento de perdedor
Pois se me perdes na tua rede eu terei que ser salva.

Perde os votos que nunca proferimos, perde a piada
leve(fácil)
Perde a tua inocência como se a desses de livre
vontade-
Perde a tua cheleira e a panela, perde o melhor que
tens
Mas se me perdes no teu coração eu terei de ser salva.