Do fim ao início, do início ao fim, eu paro o meio foi esquecido entre meus pensamentos longe da minha segurança, a imagem está lá a lembrança não me abandona por que eu ligaria? estamos num lugar tão escuro que não se vê o que acontece entre as palavras que respiro a chuva pinga perguntas ácidas à minha volta eu cubro a visão do poder que existe eu me curvo na escuridão, o tempo acabou eu me fecho num mundo enferrujado de olhos fechados tão apertados que se confunde com o mundo imaginário e os olhos se abrem, tudo escurece novamente do fim ao início, do início ao fim eu paro o meio foi esquecido entre meus pensamentos longe da minha segurança, a imagem está lá a lembrança não me abandona, por que eu ligaria? na lembrança você me encontrará com os olhos queimando a escuridão me segurando até o sol nascer ouça o som, tonto pelos altos e baixos enjoado pelo rock poluído que existe por ai olhando as rodas dos carros que passam até acabar a luz e a sombra a janela se aproxima e prende a vista uma luz amarela brilha quando passa por mim uma figura sentada na frente de uma caixa dentro é um prédio de pedra com antenas em cima agora nada pode parar nesta terra de sofrimento os sãos perdem sem saber que estavam no jogo o conteúdo muda, mas a caixa permanece igual e o cara lá dentro poderia ser qualquer um as lembranças que tenho são de uma época assim eu coloco o meu papel para poder voltar um dia espero fechar meus olhos e fingir que esse papel amassado está perfeito novamente do fim ao início, do início ao fim eu paro o meio foi esquecido entre meus pensamentos longe da minha segurança, a imagem está lá a lembrança não me abandona estou no pódio discursando, as oferendas cerimoniais dedicadas à cria urbana deficiente o que está acontecendo? os governos das cidades estão sempre dormindo presos na ganância, causando o colapso urbano balas que deixam cicatrizes na alma mais do que seu carro roubado alguns corações estão mais pretos que carvão na real, a privação da cidade depende não das nossas diferenças, mas da nossa separação sem preparo, auxílio limitado e salário mínimo vivendo em uma jaula alugada uma tragédia na parada a escuridão se alastra como uma praga permanente eu, o esquecido na lembrança me encontrará com os olhos queimando a escuridão me segurando até o sol nascer LuanaLaiame@hotmail.com