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Volume 7
  • Original
Na fazenda que eu nasci
vovō era retireiro
em crianēa eu aprendi
prender o gado leiteiro
um dia de manhćzinha
vejam só que desespero
tinha um bezerro doente
a ordem do fazendeiro
mate logo este animal
e desinfete o mangueiro
se essa doenēa espalhar
poderį contaminar
o meu rebanho inteiro

eu notei que o meu avō
ficou bastante abatido
por ter que sacrificar
o animal recém nascido
nas lįgrimas dos seus olhos
eu entendi seu pedido
pus o bichinho nos braēos
levei pra casa escondido
com ervas e benzimentos
seu caso foi resolvido
com carinho eu lhe tratava
e o leite que o patrćo dava
com ele era dividido

quando o fazendeiro soube
chamou o meu avozinho
disse vocź foi teimoso
nćo matando o bezerrinho
vai deixar minha fazenda
amanhć logo cedinho
aquilo feriu vovō
como uma chaga de espinho
mas hį sempre alguém no mundo
que nos dį algum carinho
e sem grande sacrifķcio
vovō arrumou serviēo
ali no sķtio vizinho

em pouco tempo o bezerro
jį era um boierado
bonito, forte, troncudo,
mansinho e muito ensinado
automóvel do atoleiro
ele tirava aos punhados
por isso na redondeza
ficou bastante afamado
até que um dia a noitinha
um homem desesperado
gritou pedindo socorro
seu carro caiu no morro
seu filho estava prensado

o carro da ribanceira
o boi conseguiu tirar
o menino estava vivo
seu pai disse a soluēar
qualquer que seja a quantia
este boi eu vou comprar
eu disse ele nćo tem preēo
a razćo vou lhe explicar
a bondade do vovō
veio seu filho salvar
esse nelore valente
é o bezerrinho doente
que o senhor mandou matar

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Wanessa Camargo »Nćo Tō Pronta Pra Perdoar

O nome vedadeiro de Joćo Paulo era José Henrique.