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  • Original
"Conheēo um velho ditado desde os tempos dos zagais,
Um pai trata deis fio, deis fio num trata um pai,
Sentindo o peso dos anos, sem podź mais trabaiį,
Um veio pećo estradeiro, com seu fio foi morį,
O rapaiz era casado, e a muié deu de impricį,
Vocź mande o veio imbora, se nćo quisé que eu vį,
O rapaiz coraēćo duro, com veinho foi falį:"

Para o senhor se mudį
Meu pai eu vim lhe pedi
Hoje aqui da minha casa
O sinhō tem que saķ

Leva esse couro de boi
Que eu acabei de curti
Pra lhe servi de cuberta
Daonde o sinho durmi

O pobre véio calado
Pegou o couro e saiu
Seu neto de oito ano
Que aquela cena assistiu

Correu atrįs do avō
Seu palitó sacudiu
Metade daquele couro
Chorando ele pediu

O véinho comovido
Pra nćo vź o neto chorando
Cortou o couro no meio
E pro netinho foi dando

O menino chegou em casa
Seu pai foi lhe perguntando
Pra que vocź qué este couro
Que seu avō foi levando

Disse o menino ao pai
Um dia vou me casar
O senhor vai ficar véio
E comigo vem morar

Pode ser que aconteēa
De nóis nćo se cumbinį
Essa metade do couro
Vou dar pro senhor levar

Veja também as letras de:

Tonico E Tinoco »Couro De Boi

O nome vedadeiro de Joćo Paulo era José Henrique.