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Pra madagascar
Vou rumar
No sertćo do cearį
Vou passar

Eu levo um mundo
Sem fundo, repleto
De enredos, estradas
Pra gente explorar
Cafarnaum
Jericó, jequié
Diga pra nazaré
Que eu nćo tardo em chegar

Lį em bagdį
Vou morar
E se alį me acostumar
Vou ficar

Eu ouēo os ventos
Alķseos que sopram
As vozes dos mouros
A me sussurrar
E trago a cobra
Do cesto pra perto
Pra ver se ela sobe
Me ouvindo sambar

Sou navegador
Sou de meu tempo capitćo
Nćo preciso mais do mar
Tenho meu motor
Ligado aonde quer que eu vį
Vou sem sair do meu lugar
Estar aqui, viver aqui
Que mais isso dirį?
Sou de um paķs
Chamado qualquer lugar

Ofertai obi
Diamba vai
Me seduzir

Alcįcer-quibir
Ifé obį
Sonhei assim

Ventres, dunas de areia
Carnaval na poeira
Sob as constelaēões
Simbį vem dizer
Que a terra é o mar
Ō, que sopre pra mim
Qualquer direēćo
Que eu topo embarcar
(fui...)

Numa vida anterior fui um xeique opulento
E nobre, tinha damas e safiras a contento
Lį, sheerazade me abrandava a noite escura
Com mil e uma doses de ternura

Vinde a mim, ó poderoso vento
Que sopra a vida de um outro momento
Jį posso ver, nessa ardente loucura
As areias na terra e as estrelas na altura

Sou navegador
Sou de meu tempo capitćo
Nćo preciso mais do mar (...)