DIÁRIO O meu é pura escuridão Ele é assim como a escuridão Condena a luz que vem de você É lá aonde tudo queima No amanhecer eu descanso meus olhos cansados Pelos muitos pecados das noites Minha alma foi recondenada (com a dos outros) Eu perdi meu amor essa noite Se escondeu atrás da figura que eu não consigo desvendar De um profeta morto E de sua besta Espinhos atravessando sua testa Pele leve e branca, olhos fogo e gelo Exatamente como eu lembro Muito longe de nove o placar Certamente alimento pros deuses E própria para um principe Sua garganta eu terei agora Eu terei ela, ela é minha Ela surgiu do sol, minha prova de tempo E quando as sombras caem no solo sagrado É hora de dormir de novo Nas minhas viagens conscientes pela escuridão Eu apareço nas noites quentes E apesar de meu sangue ser frio Eu sei que meu amor ficará sozinho E meu coração imortal deverá bater novamente Assim como foi a dez mil anos atrás Só amor proibido tem esse gosto doce Não como os outros que são tão incompletos A flecha simbólica que fere meu coração Tem a aparência de um olhar inexpressivo Agora eu sou o único crucificado Para seu coração imortal, eu daria o meu E morreria pelos pecados da humanidade Mas essa não é a natureza deste monstro Eu sou negado Eu terei ela, ela é minha Ela surgiu do sol, minha prova de tempo E quando as sombras caem no solo sagrado Eu irei fazer com que ela fique minha