"Quando não estou nos palcos com certeza estou trabalhando para estar nele...", Wanessa Camargo
Vaga-lume - 25 de abril de 2006
Aqui no Vaga-lume Wanessa fala do amor que sente pela família, música e dança.
Era uma Vez
Apesar de ter passado uma infância financeiramente limitada, seus pais, Zezé e Zilu, nunca deixaram de colocar seus filhos em boas escolas. Ela se lembra bem de ter sofrido muito por causa do preconceito que os outros alunos tinham em relação a ela.
"Nunca me esqueço, a diretora da escola parecia uma bruxa, aquela do Mágico de Oz, sabe? (risos). Ela entrava na sala de aula e ficava dando indiretas porque meu pai atrasava nas mensalidades".
Eu Sou mais Eu
Desde as primeiras composições até o primeiro cd gravado, ela nos conta que penou um pouco, já que o fato de ser filha de alguém tão famoso pode até facilitar as coisas por um lado mas também prejudica pelo outro.
"As pessoas me apontavam como a filha do Zezé, que eu estava ali, tocando nas rádios e vendendo só por causa dele". Mas ela garante que essa fase foi superada com sucesso, graças ao seu trabalho, e conseqüente sucesso, nos discos, palcos e TV.
Wanessa Camargo já esteve ao lado de vários artistas com anos estrada, entre eles Rita Lee, Elba Ramalho e Daniela Mercury, não esquecendo de Eros Ramazotti, que em sua última visita ao Brasil cantou com ela em dueto. Além do reconhecimento desses entre outros nomes da música, a cantora oi destaque no Prêmio Multishow 2001 onde levou o prêmio de revelação o ano, ganhando de Nando Reis, Pedro Camargo Mariano e Max de Castro.
Eu Estarei Aqui
Ela atuou no corpo de balé de Zezé Di Camargo e Luciano. Quando perguntada se teve que passar pelo teste, diz que fez o teste sim, como as outras meninas mas que foi atrás do coreógrafo do balé antes para ensaiar tudo direitinho.
"É, eu fiz uma "mutreta"(risos). Eu era só uma piveta de 17 anos no meio daquela mulherada toda. Mas passei e fiquei feliz em fazer uma das coisas que mais gosto na vida, dançar".
Depois do seqüestro de seu tio, Wellington Camargo, Wanessa e a família foram para os Estados Unidos. Lá ela passou por diversas experiências boas, como a escola de teatro que cursou, o coral do qual fez parte e das apresentações em algumas peças musicais, inclusive na Broadway e na Disney. Foi também nos Estados Unidos que gravou um cd demo com algumas canções:
"Num dia lá em casa meu pai recebeu uns amigos, executivos de gravadoras e lhes mostrou o meu cd. Eles gostaram e graças a isso voltei ao Brasil para iniciar definitivamente minha carreira solo".
A partir daí a história é conhecida: vários cds, dvds e shows de sucesso, chegando ao lançamento mais recente, o DVD ao vivo "Transparente", onde ela resolveu deixar a dança um pouco de lado para se concentrar mais na parte musical de todo o projeto ( ela está tomando aulas de guitarra para tocar um pouco nas suas apresentações).
Sem Querer
Seu nome já fez parte da lista das "cem mais sexy do mundo", da revista Vip. Apesar disso ela diz não explorar muito sua sensualidade.
"Me sinto ainda uma menina. Sei que muitos que vêem esse lado mulher não são fãs de minha música. Acho legal, mas não dou muito valor a isso".
Eu sou
Vaga-lume: Quando você não está nos palcos, onde você está
Wanessa: Com certeza trabalhando para estar nele.
Vaga-lume: Animal de estimação, algum?
Wanessa: Tinha uma gatinha que eu amava, mas ela sumiu de repente.
Vaga-lume: Homens mais velhos ou mais novos?
Wanessa: Homens verdadeiros, com caráter independente da idade. Mas eu nunca namorei ninguém mais novo (risos).
Vaga-lume: Falando em homens... Cite um perfeito para você.
Wanessa: Meu namorado, Marcos (risos).
Vaga-lume: Religião?
Wanessa: Fui batizada no catolicismo, mas não freqüento (a igreja). Me considero uma pessoa de fé.
Vaga-lume: Um ídolo?
Wanessa: Meus pais.
Vaga-lume: Uma música que marcou?
Wanessa: Minha primeira música de trabalho, “O Amor Não Deixa”.
Vaga-lume: Um amor que marcou?
Wanessa: O primeiro menino que me apaixonei na escola, foi a primeira vez que senti meu coração bater forte de verdade, quando fui correndo escrever no diário (risos). Devia ter uns 9 anos.
Vaga-lume: Algo que não tem preço na vida pra você?
Wanessa: O amor da minha família.
Vaga-lume: Um livro?
Wanessa: O primeiro que eu li, O Pequeno Príncipe de Saint- Exupery.
Vaga-lume: Um filme?
Wanessa: Os dois filhos de Francisco, não é propaganda não (risos). É que fazia tempo que não chorava tanto num filme. E um que gostei bastante também foi o "A Cor Púrpura", de Spielberg.
Vaga-lume: Uma mania?
Wanessa: Vivo enrolando o cabelo, às vezes eu enrolo tanto que chega a dar nó (risos).
Vaga-lume: Um dia triste.
Wanessa: O dia do seqüestro do meu tio foi um dos piores da minha vida. Outro que marcou bastante foi quando tive um desligamento da cartilagem e o médico afirmou que nunca mais voltaria a dançar - coisa que não aconteceu, graças a Deus.
Vaga-lume: E Um dia feliz?
Wanessa: A primeira vez em que subi no palco. Foi ali que tive certeza do que queria realmente fazer pelo resto da minha vida. Ah, um dia muito feliz também foi o do nascimento do meu irmão, quando pude acompanhar tudo de pertinho, em todos os momentos. Nunca vou me esquecer desse dia também.