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Brasil de a A Z: Dalva de Oliveira
  • Original
Tu, que envolves tudo em alegria juvenil,
E vês na lua mil figuras desiguais,
E ouves canções emoldurando o céu de anil,
Foge de mim

Não te detenhas a olhar,
Os reamos velhos do rosal,
Que vão murchando sem dar flor,
Olha a paisagem do amor,
E a razão para sonhar, e amar.

Eu, que lutei tanto conbtra a inveja e maldição,
Sinto essas mãos enfraquecidas a sangrar,
Que já não podem te apertar,
Foge de mim.

Serei o que houve de melhor,
Doce lembrança em teu viver,
Quando puderes me esquecer,
Como o poema que é melhor,
E não podemos recordar...