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o sertão do meu céu írá ruir, derramar cometas
de tanto proferir sobre a fé que me ausentou
jaz aqui meu perdão, que eu peco quando se afasta

mas não julgue ser cruel os olhos daqueles não santos
quem desconhece o que é bom dificilmente vê o mal
porque fez o amor e o ódio como irmãos e vive assombrando as almas dos sãos

o fim da tarde já vem recolher a claridade escura
abriguem-se os loucos, os que chegam a lucidez
quando pousar esses pombos quem estará curado?

mas não julgue ser cruel os olhos daqueles não santos
quem desconhece o que é bom dificilmente vê o mal
porque fez o amor e o ódio como irmãos e vive assombrando as almas dos sãos