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Bocas Ordinárias
  • Original
Tudo estava num momento bom
Eu só pensava em me divertir
Tudo estava num momento bom
Mas começaram a me seguir
Dez horas com o gosto amargo
Com o punhal no meu coração
Os olhos dela são da cor do mar
Mas são gelados como a solidão

Fui eu quem consumi ela até o fim
Fui eu quem amava ela tanto assim

O poço da loucura é muito fundo
O jardim da insanidade, cabe eu, você e todo mundo
Quando você não mais servir, eles vão te esquecer
Mais ai ganha quem sabe perder

Tudo estava num momento bom
Eu só pensava em me divertir
Tudo estava num momento bom
Mas começaram a me seguir

Dez horas com o gosto amargo
Com o punhal no meu coração
Os olhos dela são da cor do mar
Mas são gelados como a solidão

Fui eu quem amava ela tanto assim
Fui eu que consumi ela até o fim

Sem neurose, cada um sabe o dom,
E o dom é o tamanho da dose
Não tenho explicações a fazer
Quem sabe de mim sou eu
Quem sabe de você, é você
Quem foi que ficar vai ficar
Quem foi de correr, vai correr

Você não pode se fechar para o mundo
Por medo de se machucar
Se não você vai se machucar por não viver
Viva todo dia, viva devagar
Ande pelo submundo, mas saiba voltar
Viva pela vida, viva pra mudar
Viva pelo mundo, o valor só ali está

Fui eu que consumi ela até o fim
Fui eu que matei ela no jardim
Sem medo do preço que tenho que pagar
Sem medo de eu ter me tornado um alvo
No fim da colheita, sim, eu serei salvo
Hoje eu só procuro a minha paz
uma alma sem sonho se torna objeto do incerto
Hoje eu só caminho pelo certoHoje eu só procuro a minha paz
Hoje eu só caminho pelo certo

Fui eu quem amava ela tanto assim
Que consumi ela até o fim

Hoje eu só procuro a minha paz
PAZ
PAAAZZZ

Thiago Castanho entrou no Charlie Brown Jr em 1994 e, depois de tocar nos três primeiros discos, se desligou da banda. Antes de voltar e assumir definitivamente as guitarras do Charlie Brown Jr no ano de 2005, Thiago montou o estúdio Digital Grooves em Santos/SP, cursou Administração de Empresas durante seis meses e gravou um Acústico MTV com a banda Ira!.

Heitor Gomes é filho de um dos maiores nomes do contrabaixo brasileiro de todos os tempos, o músico Chico Gomes. Heitor sempre teve o incentivo de seu pai para tocar, e apesar de ser o integrante mais novo do Charlie Brown Jr tem experiência musical de longa data.

O nome "Charlie Brown Jr" surgiu de um acidente de carro: Chorão atropelou uma barraca de coco chamada "Charlie Brown" em Santos/SP. O "Jr" veio logo depois, porque os caras se consideravam filhos de uma geração de músicos formada por bandas como Planet Hemp e Suicidal Tendencies. Chorão fundou e batizou a banda em 1992.

O apelido de Chorão, que na verdade se chama Alexandre Magno Abrão, vem da galera do skate. Um dia estava vendo seus manos andando de skate, aí passou um amigo e disse "não chora!", tirando uma onde já que o Chorão ainda não sabia andar. Ele aprendeu a andar - correu vários campeonatos, chegou a ser vice-campeão paulista - e acabou ficando com o apelido.

Bruno Graveto, batera do Charlie Brown Jr, é um fanático por futebol. Ele acompanha todos os jogos pela TV e, quando não está com a banda na estrada, fazendo shows, sempre arruma tempo para bater uma bolinha. Antes de assumir as baquetas do Charlie Brown Jr, Graveto trabalhava em uma loja de instrumentos musicais e tocava na noite na cidade de Santos - SP.