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Onde eu nasci (là où je suis nèe)

Onde eu nasci
Não há estação
Não há estrada
Nem ao menos, calçada

Onde eu nasci
Não há farol
Não há trem
Distante, no nevoeiro

Oh, eu li dentro dos teus olhos
Que, para isso, eu não posso contar contigo
Mas eu retornarei
Eu irei só, é a minha vida, antes de tudo

Onde eu nasci
Não há estação
Eu vou secretamente
Levando, apenas, minha memória

Há odores de lixívia
Das flores doces e suaves
Há cabanas nas árvores
E amor, sobretudo

Onde eu nasci
Não há guerra
E os homens são de todas as cores

Oh, eu li dentro dos teus olhos
Que, para isso, eu não posso contar contigo
Mas eu retorno, sempre
E já esqueci o caminho para lá
Isso é tudo
Isso é tudo.