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Ingrata
Não me diga que me quer
Não me diga que me adora
Que me ama, que me venera,
Por que já não acredito em nada
Ingrata
E não vê que estou sofrendo?
Hoje, por favor, não me diga
Que sem mim você está morrendo
Pois suas lágrimas são falsas.
Ingrata.
Não me diga que me adora.
Se eu percebo que seus lábios
Já não há nada que você possa
Oferecer à minha boca.
Por isso agora eu sei que vem
Pois se toca em meu carinho.
Por isso agora que estou tão triste
Não quero que nada me faça sofrer
Ingrata
Não me diga que me quer.
Você deprecia minhas palavras
E meus beijos, os que alguma vez
Fizeram-te sonhar.
Ingrata
Não pese que apenas queira,
Pois eu posso te deixar digna de pena
O que falta é que eu queira
Ridicularizar-te e te humilhar.
Ingrata
Você apenas quer deixar-me
As lembranças desses dias,
E das noites tão obscuras,
Mas você nunca poderá apagá-las.
Não me diga que me quer.
Que ma adora, que me venera,
Porque já não acredito em nada.
Por isso agora eu sei que vem
Pois se toca em meu carinho.
E não me importa se choro um pouquinho
Pois este pouquinho será pelo seu amor.
Não venha a me pedir
Que por você eu tenha compaixão.
Se veio logo a me dizer
Que quer estar perto de mim.
Te pesso que não volte
Se não for para me dar um pouquinho de amor.
Eu te peço e te suplico
Pelo carinho que um dia nos uniu.
Ingrata.
Não me diga que me quer.
Não me diga que me adora,
Que me ama que me venera,
Porque já não acredito em nada.
Ingrata
Não vê que estou sofrendo?
Por favor, hoje, não me diga
Que sem mim você está morrendo
Pois suas lágrimas são falsas.
Ingrata
Você apenas quer deixar-me
As lembranças desses dias,
E das noites tão obscuras,
Mas você nunca poderá apagá-las.
Por isso agora te farei uma gentileza:
Um par de tiros que te ferem
E embora eu esteja triste por não mais te ter
Vou estar com você em seu funeral.