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Cinema Transcendental
O melhor o tempo esconde, longe, muito longe
E/D Bm7 E7 Eb7M D7M
Mas bem dentro aqui, quando o bonde dava a volta ali

No cais de Araújo Pinho, tamarindeirinho

Nunca me esqueci onde o imperador fez xixi

F G F G F
Cana doce Santo Amaro, gosto muito raro
G Dm7 G7 F#7M F7M
Trago em mim por ti, e uma estrela sempre a luzir

Bonde dá Trilhos Urbanos vão passando os anos
E eu não ti perdi, meu trabalho é de traduzir

Rua da Matriz ao Conde, no trole ou no bonde
Tudo é bom de vê, São Popó do Maculelê

Mas aquela curva aberta, aquela coisa certa
Não dá prá entender o Apolo e o rio Subaé

Pena de Pavão de Krishna, maravilha, vixe Maria
Mãe de Deus, será que esses olhos são meus!

Cinema transcendental, Trilhos Urbanos Gal cantando o balancê, como eu sei lembrar de você!

Quando o Barão Vermelho começou, Caetano Veloso criticou as rádios da época por não tocarem músicas da banda