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  • Tradução
Aquele jovem garoto sem nome, eu conhecia seu rosto. Nesta cidade, o menino era meu preferido. Eu o via, o via todo o dia.

Via-o correndo lá fora, procurando um lugar para se
esconder de seu pai, o garoto semi-nu e eu me
perguntava: "ó, qual é o problema aqui"

Estou cansada de desculpa que todos usam, ele é seu filho e eu não me intromento, mas quem os deu direito de fazer o que fazem?

Moramos na Rua Morgan, a apenas 3 metros, nunca vi sua mãe, mas ouvia seus gritos e maldizeres, eu ouvia todo o dia. Ameaças como: "Se nãos e comporta, vou dar-lhe umas palmadas na bunda", "Vou te bater, vou te bater, tolo", me faziam dizer "ó, qual é o problema aqui?"

Estou cansada de desculpa que todos usam, ele é seu filho, façam o que bem entederem, mas compreendam que eu não aprovo o que vocês fazem para alguém de seu próprio sangue.

"Se você não se sentar direito na cadeira, vou tirar o cinto e não pense que não irei usá-lo"

Responda-me, leve o tempo que for, qual poderia ser o crime terrível que ele poderia fazer em tenra idade?Se sou a única testemunha de sua loucura, fale me alguma coisa que possa devolver o equilíbrio para o que eu vejo e ouço.

Todas essas coisas rudes e insensíveis que vocês dizem, eu presumo assim seja porque ele pertence a vocês. E, ao invés de amor e sentimento de calor, vocês só lhe dão cortes e cicatrizes que não se curam com o tempo ou idade.

E eu quero perguntar "ó, qual problema aqui", mas não tenho coragem de fazer.